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Peso: 67 Kg, 31º dia de dieta rigorosa com apoio farmacológico, mais de 1 mês sem escrever no meu diário virtual, 0 unidades de coca-light ingeridas até o presente momento, nenhuma caloria contada (não faço mais isso), mais um cachorro (na verdade, cadela), um presente de grego no último fim de semana.

11h - Quem é vivo sempre aparece. E eu sumi porque não tinha o que escrever aqui. Não quero ficar escrevendo coisas depressivas e sem nexo só pra dizer que estou atualizando o meu diário.
Nesse período de sumiço, eu atingi o máximo que a minha obesidade poderia permitir: 76 Kg. Isso é um record na minha vida, nos últimos 29 anos e 7 meses. Foi quando eu decidi apelar. É isso. Radicalismo. Já dizia a minha mãe, comigo o meio termo é bem difícil. Mas não é bem assim, pelo menos não em todos os aspectos da vida. E agora estou no peso acima citado. Foi meio rápido (tá bom, admito, foi muito rápido), mas pelo menos minha consciência, minha auto-estima e meu guarda-roupas agradecem.

Também diminuí consideravelmente a ingesta de coca-cola nesses dias que não atualizo. Isso é uma vitória contra o vício. Eu não fumo, bebo (muito pouco) socialmente, mas a tal da cafeína em forma de líquido preto gasoso adoçado com aspartame e ciclamato estupidamente gelado é meu carma. Não parei. Sou cocólatra. Não existe ex-tabagista, ex-alcoólatra. Então vou considerar que não existe também ex-cocólatra.

De novas... ganhei mais uma cadela. É, isso mesmo, duas tava muito pouco. Adotamos meu marido e eu a Hilmand's Amelie, que atende pelo simpático nome Nina. Uma shih tzu maravilhosa. Um temperamento fantástico e uma linhagem excelente. E no cio, foi uma balburdia. Queríamos filhotes lindos, fofos e peludinhos, escolhemos alguns candidatos do mais alto padrão local... Seis machos. Nenhum deu no couro. E a pobre Nina ficou a ver navios... E enquanto isso, chupando dedo.

Mas! O motivo que me traz aqui hoje é que finalmente as coisas bizarras que aconteciam na minha vida e a tornavam peculiar e digna de ser escrita em um livro do tipo Crônicas Cômicas do Cotidiano (e que haviam, misteriosamente, parado de acontecer) voltaram à ativa. Com tudo, diga-se de passagem. Conto melhor a história.

Bom, eu sou plantonista de uma UTI. E tive que receber a família de uma paciente gravíssima e passar o boletim médico. Enquanto eu falava, a filha da mulher me olhava sorrindo. Ela fala com um sotaque italiano, porque faz 10 anos que ela mora lá e veio só por causa da mãe. Sei lá por cargas d'água, enquanto conversávamos sobre o estado da senhora, saiu o assunto da fazenda deles em uma cidade próxima, onde criam labradores (que ela fez questão de me dar um filhote quando nascer a próxima cria) e... Avestruzes.
Sim, pessoas. Ela me deu um avestruz. Um bicho enorme, que corre 60 Km/h, coloca uns ovos do tamanho de ovos de dinossauro e que eu não faço a menor idéia do que eu vou fazer com ele e não tenho aonde colocar. Com direito à ir à tal fazenda escolher o bichinho. E isso é sem direito à recusa.

Estamos agora procurando um alojamento para o animal em questão. Ela já me perguntou numa outra visita quando vou lá escolher o avestruz. Estou enrolando, prefiro me fazer de besta pra viver.

Sugestões de nomes?
Acho que vou pegar uma avestruza, só pra não perder o costume... Tenho 4 cadelas... e agora uma avestruza.

O filhote de labrador? Quando eu ganhar, infelizmente, não vou poder ficar com ele (daí já é demais, é muito cachorro numa casa só). Mas ele já tem destino certo. Pelo menos duas ótimas candidatas.
:D

Mas o avestruz... toma que o filho é meu. :s

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