Peso: Mais que 59 e menos que 61. Estado de ânimo: Feliz e com um pouco de medo do que me espera... 21 dias para dobrar o Cabo da Boa Esperança. 01 pendência importante resolvida. Dois calos no pé. 02 travessias pela Capital de ônibus (heeelp!).
20h16. Em casa, depois de um longo e cansativo fim de semana. Mas também produtivo.
Óbvio que paguei mico no banco quinta-feira. Com minha bolsa buraco-negro, fiquei agarrada na porta magnética da Caixa Econômica Federal. O guardinha me fez tirar estetoscópio, celular, chaves e moedas de dentro da bolsa. Tentei de novo e nada. Daí achei mais um grampeador, umas outras chaves (que eu não sabia que estavam lá) e uns clipes de papel. Lá vou eu outra vez - apita a porta e tenho que voltar, porque há algo mais na minha singela bolsinha. Tiro então minha agenda, e acho uma calculadora. Pergunto ao guarda se calculadoras travam a porta do banco. Ele responde que sim, e lá vai minha calculadora pra junto do resto do conteúdo da minha bolsa, na caixa ao lado da porta. E vou de novo. Travou. Revistei a bolsa mais uma vez. Baixei a cabeça sem acreditar no que via, mas só podia ser aquilo, o resto era tudo papel... Perguntei meio encabulada pro guarda se uma colher poderia travar a porta. Ele disse outra vez que sim. Tiro eu uma colher de sobremesa, com cabo cor-de-rosa de dentro da minha ultra-mega-super-power-bolsa-tacape-do-capitão-caverna (ou maleta do Gato Félix, vocês escolhem) e coloco a dita junto dos dois quilos e meio de pertences na caixa acrílica do banco. Finalmente, passei. Juntei tudo de volta, enfiei na bolsa. E quando chego na fila (onde meu digníssimo já estava), descubro que não tinha nada pra fazer no banco. Era só ter ido direto no atendimento ao público do Ministério do Trabalho. Hunf, antes eu tivesse ficado do lado de fora esperando...
Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Juntei todos os documentos que precisava para os dois compromissos desta semana que se inicia. E hoje, estou oficialmente empregada como médica infectologista responsável pelo controle de infecção hospitalar do nosocômio onde trabalho. EEEEE!!!
Deus existe, é bom e é pai, não padrasto (nada contra os padrastos). E quando minha avó dizia "Deus proverá", muitas vezes eu achava que ela exagerava. Não que eu não acreditasse nisso, mas é que do jeito que ela pronunciava essas palavras, parecia que o dinheiro ou seja lá o que ela estivesse precisando cairia do céu. Duas provas em menos de dois meses: um dia na hora de sair de casa pro plantão descubro que estou sem um centavo na bolsa. Já atrasada para ir de ônibus com o vale transporte. E o carro, sem combustível. Enquanto pensava onde estariam minhas sandálias, enfio a mão no bolso e lá estão lindos 16 reais, sorrindo amassados como dinheiro de bêbado, olhando pra mim, em notas de 1 e 2 reais. Foi o dia que eu acreditei na vovó. Mas depois disso, esse fim de semana, estava eu novamente pendurada (os últimos dias antes do dia 20 são o Ó), e eis que me brota uma familiar de uma paciente pedindo para eu preencher uma papelada de seguro de vida... O hospital cobra para que esse tipo de documento seja preenchido e repassa o valor pra gente. Coisas que costumam acontecer: a família descobre que é pago e dá no pé, procurando outra forma de preencher o documento... ou pechincham ou dão cheques para daí num sei quantos dias a perder de vista. Eu tinha 1 real na bolsa. Saí de lá com 120 em dindim! A salvação do fim de semana! Aleluia!
Então acreditem quando suas avós disserem "Deus proverá", ainda que ela use um tom fanático na voz como se algo milagroso fosse acontecer. Acontece mesmo!
:D
20h16. Em casa, depois de um longo e cansativo fim de semana. Mas também produtivo.
Óbvio que paguei mico no banco quinta-feira. Com minha bolsa buraco-negro, fiquei agarrada na porta magnética da Caixa Econômica Federal. O guardinha me fez tirar estetoscópio, celular, chaves e moedas de dentro da bolsa. Tentei de novo e nada. Daí achei mais um grampeador, umas outras chaves (que eu não sabia que estavam lá) e uns clipes de papel. Lá vou eu outra vez - apita a porta e tenho que voltar, porque há algo mais na minha singela bolsinha. Tiro então minha agenda, e acho uma calculadora. Pergunto ao guarda se calculadoras travam a porta do banco. Ele responde que sim, e lá vai minha calculadora pra junto do resto do conteúdo da minha bolsa, na caixa ao lado da porta. E vou de novo. Travou. Revistei a bolsa mais uma vez. Baixei a cabeça sem acreditar no que via, mas só podia ser aquilo, o resto era tudo papel... Perguntei meio encabulada pro guarda se uma colher poderia travar a porta. Ele disse outra vez que sim. Tiro eu uma colher de sobremesa, com cabo cor-de-rosa de dentro da minha ultra-mega-super-power-bolsa-tacape-do-capitão-caverna (ou maleta do Gato Félix, vocês escolhem) e coloco a dita junto dos dois quilos e meio de pertences na caixa acrílica do banco. Finalmente, passei. Juntei tudo de volta, enfiei na bolsa. E quando chego na fila (onde meu digníssimo já estava), descubro que não tinha nada pra fazer no banco. Era só ter ido direto no atendimento ao público do Ministério do Trabalho. Hunf, antes eu tivesse ficado do lado de fora esperando...
Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Juntei todos os documentos que precisava para os dois compromissos desta semana que se inicia. E hoje, estou oficialmente empregada como médica infectologista responsável pelo controle de infecção hospitalar do nosocômio onde trabalho. EEEEE!!!
Deus existe, é bom e é pai, não padrasto (nada contra os padrastos). E quando minha avó dizia "Deus proverá", muitas vezes eu achava que ela exagerava. Não que eu não acreditasse nisso, mas é que do jeito que ela pronunciava essas palavras, parecia que o dinheiro ou seja lá o que ela estivesse precisando cairia do céu. Duas provas em menos de dois meses: um dia na hora de sair de casa pro plantão descubro que estou sem um centavo na bolsa. Já atrasada para ir de ônibus com o vale transporte. E o carro, sem combustível. Enquanto pensava onde estariam minhas sandálias, enfio a mão no bolso e lá estão lindos 16 reais, sorrindo amassados como dinheiro de bêbado, olhando pra mim, em notas de 1 e 2 reais. Foi o dia que eu acreditei na vovó. Mas depois disso, esse fim de semana, estava eu novamente pendurada (os últimos dias antes do dia 20 são o Ó), e eis que me brota uma familiar de uma paciente pedindo para eu preencher uma papelada de seguro de vida... O hospital cobra para que esse tipo de documento seja preenchido e repassa o valor pra gente. Coisas que costumam acontecer: a família descobre que é pago e dá no pé, procurando outra forma de preencher o documento... ou pechincham ou dão cheques para daí num sei quantos dias a perder de vista. Eu tinha 1 real na bolsa. Saí de lá com 120 em dindim! A salvação do fim de semana! Aleluia!
Então acreditem quando suas avós disserem "Deus proverá", ainda que ela use um tom fanático na voz como se algo milagroso fosse acontecer. Acontece mesmo!
:D
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