Peso: mantendo os miseráveis 60 Kg (ai que ódio!). Unidades de coca-cola (LIGHT) = 3 latas. Unidades nicotínicas: nenhuma (não fumo). Coisas acumuladas a fazer: perdi as contas. Impulsos consumistas: nenhum, não tenho mais dindim na conta (fim de mês até o quinto dia útil do mês seguinte é o fim social! Deveriam inventar dinheiro elástico). Resmungadas: perdi as contas. Ânimo: MUITO cansada (mas já sem dengue!!!). Palavra do dia: nostalgia.
22h07. Vai entender o que acontece nessa cabeça de minhoca que tenho aqui equilibrada em cima desse pescoço de girafa... Encontrei no hospital um colega de cursinho, que aconteceu lá pelos cafundós de 1993. Daí o sujeito está grisalho, com cara de gente mais velha mesmo, e percebi quanto tempo passou. Nem deu pra notar, acho que mudei sim, mas não tanto. Acho que vou demorar pra virar gente grande, se é que isso vai acontecer algum dia. O sujeito me deu notícias de uma penca de gente que eu nunca mais vi, eu falei dos poucos que tive notícias... E passei o meu horário de almoço viajando... Era bom ter 17 anos, estudar à noite, aprontar com as minhas amigas que ainda são minhas companheiras fiéis até hoje, Isabel, Paty e Sheyla (vulgo Geralda), sonhar com o que eu faria dali pra frente, me preocupar com o vestibular... Furar a orelha de novo (fecharam os infelizes dos buracos... doeu tanto pra fazer e eles me fazem uma dessas...). Foram sem dúvida os meses mais divertidos da minha vida. Daí me doeu lááá dentro, a saudade de uma vitalidade que eu não sei se tenho mais... Ou tenho, mas sou obrigada a reprimí-la, ou então tenho e simplesmente ignoro que tenho 30 anos e uma vida pra tocar e continuo pensando com a mesma cabeça dos 17... Acho que eu definitivamente não mudei quase nada.
Pra emendar isso com os primeiros anos de faculdade foi um pulo pra uma mente fértil como a minha, adubada com muita bosta de morcego (de pombo não, pelamordedeus, odeio pombos!). E daí até o final, meus anos em Sampa... Não é que a vida que tenho hoje seja ruim... Mas ao mesmo tempo que foi bom o tempo passar, também acho que não queria que tivesse passado... Acho que estou confusa demais hoje, até parece que bebi! Oo
Ou talvez seja só o cansaço... A tristeza de escolher um creme anti-rugas pra começar a usar continuamente (diz lá no rótulo: uso a partir dos 30 anos), a embromação para marcar o salão de beleza e pintar o cabelo ou fazer mechas vermelhas pra começar a disfarçar os brancos (sim, eles só estão aparecendo agora). Ou talvez só porque eu tenha sido expulsa delicadamente da minha sala (que na verdade é conjunta com a coordenação de enfermagem do hospital) por 8 enfermeiras que queriam fazer uma reunião e o conteúdo era proibido para maiores de 30... =/
22h33. Cansei de escrever abóboras, chuchus, beterrabas e couves-flor. Acho melhor procurar o caminho da cama.
22h07. Vai entender o que acontece nessa cabeça de minhoca que tenho aqui equilibrada em cima desse pescoço de girafa... Encontrei no hospital um colega de cursinho, que aconteceu lá pelos cafundós de 1993. Daí o sujeito está grisalho, com cara de gente mais velha mesmo, e percebi quanto tempo passou. Nem deu pra notar, acho que mudei sim, mas não tanto. Acho que vou demorar pra virar gente grande, se é que isso vai acontecer algum dia. O sujeito me deu notícias de uma penca de gente que eu nunca mais vi, eu falei dos poucos que tive notícias... E passei o meu horário de almoço viajando... Era bom ter 17 anos, estudar à noite, aprontar com as minhas amigas que ainda são minhas companheiras fiéis até hoje, Isabel, Paty e Sheyla (vulgo Geralda), sonhar com o que eu faria dali pra frente, me preocupar com o vestibular... Furar a orelha de novo (fecharam os infelizes dos buracos... doeu tanto pra fazer e eles me fazem uma dessas...). Foram sem dúvida os meses mais divertidos da minha vida. Daí me doeu lááá dentro, a saudade de uma vitalidade que eu não sei se tenho mais... Ou tenho, mas sou obrigada a reprimí-la, ou então tenho e simplesmente ignoro que tenho 30 anos e uma vida pra tocar e continuo pensando com a mesma cabeça dos 17... Acho que eu definitivamente não mudei quase nada.
Pra emendar isso com os primeiros anos de faculdade foi um pulo pra uma mente fértil como a minha, adubada com muita bosta de morcego (de pombo não, pelamordedeus, odeio pombos!). E daí até o final, meus anos em Sampa... Não é que a vida que tenho hoje seja ruim... Mas ao mesmo tempo que foi bom o tempo passar, também acho que não queria que tivesse passado... Acho que estou confusa demais hoje, até parece que bebi! Oo
Ou talvez seja só o cansaço... A tristeza de escolher um creme anti-rugas pra começar a usar continuamente (diz lá no rótulo: uso a partir dos 30 anos), a embromação para marcar o salão de beleza e pintar o cabelo ou fazer mechas vermelhas pra começar a disfarçar os brancos (sim, eles só estão aparecendo agora). Ou talvez só porque eu tenha sido expulsa delicadamente da minha sala (que na verdade é conjunta com a coordenação de enfermagem do hospital) por 8 enfermeiras que queriam fazer uma reunião e o conteúdo era proibido para maiores de 30... =/
22h33. Cansei de escrever abóboras, chuchus, beterrabas e couves-flor. Acho melhor procurar o caminho da cama.
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