0h12. Nos últimos dez dias tenho observado e vivido muitas coisas que me fizeram pensar e reavaliar conceitos, valores e importância dada à minha profissão pelas pessoas ao redor, pelos usuários do sistema de saúde, pelos colegas e profissionais correlatos e pela minha humilde e singela pessoa.
Coisas boas sim. E coisas decepcionantes também. Afinal, quem vive a dura realidade de se trabalhar na área de saúde ou educacional nesse nosso país (principalmente aqui nesse fim de mundo chamado ES), eu acreditava que seria capaz de compreender, sentir e tentar fazer algo pelos outros - e porquê não, por si mesmo? Infelizmente, pude constatar de maneira muito concreta que essa consciência - o deitar a cabeça no travesseiro no fim do dia e dormir tranquilo, não por ter mudado o mundo, mas por ter plena certeza de que fez a sua parte, de haver colocado mais um pequenino tijolo de esperança num mundo áspero e amargo - é coisa para poucos. Bem menos do que eu imaginava. Eu e a minha inocência...
Fiz o que fiz, o que sonhei, o que desejei a vida inteira. Às custas de dificuldade, aperto tanto financeiro quanto emocional. Enfrentei um mundo diferente, cheio de pessoas desconhecidas, sozinha, longe de casa, mas sabendo que eu estava exatamente onde eu queria estar. Infelizmente fui fraca, tive que retroceder, mas no fim, como sempre julgamos saber mais do que temos capacidade, concluí que as mazelas foram necessárias: algo que me fez parar e reavaliar metas, valores e o sentido que eu estava enxergando na vida. Hoje, 3 anos e pouco depois, começo a colher os frutos dessa avalanche emocional que me tornou mais forte e (um pouquinho só) mais ponderada. Moral da história: tudo é como tem que ser. Mas não basta esperar acontecer. Tem que fazer a parte cabe a cada um. E se tudo der em nada, esse vazio tem algo precioso a ensinar. E a gente amadurece mais um pouquinho...
Enfim, lembrei que faz meses que quero postar o Juramento de Hipócrates - o famoso juramento que os graduandos na área de saúde fazem durante suas colações de grau - e acabei achando outras coisas interessantes. Como esse post já está bem extenso, fico aqui, por hoje, com um trechinho que encontrei na descrição de uma das comunidades do Orkut:
"Um dia todos nós vamos para a solidão de um túmulo.
Uma criança de um dia de vida já é suficientemente velha para morrer.
A morte é a derrota da medicina.
Todavia, apesar das limitações da ciência, devemos usar todas as nossas habilidades não apenas para prolongar a vida, mas para fazer dessa breve existência uma experiência inesquecível.
Os médicos devem ser pessoas de rara sensibilidade, artesãos das emoções, profissionais capazes de enxergar as angústias, as ansiedades e as lágrimas por trás dos sintomas.
Caso contrário, tratarão de órgãos e não de seres humanos.
Acima de tudo, os médicos, bem como todo profissional que cuida da saúde humana, devem ser vendedores de sonhos.
Pois, se conseguirmos fazer nossos pacientes sonharem ainda que seja com mais um dia de vida ou com uma nova maneira de ver suas perdas, teremos encontrado um tesouro que reis não conquistaram..."
Augusto Cury, do livro "Futuro da Humanidade"
OBS.: Continuo depois com o Juramento referido, e um protesto sobre um ser polêmico.
Coisas boas sim. E coisas decepcionantes também. Afinal, quem vive a dura realidade de se trabalhar na área de saúde ou educacional nesse nosso país (principalmente aqui nesse fim de mundo chamado ES), eu acreditava que seria capaz de compreender, sentir e tentar fazer algo pelos outros - e porquê não, por si mesmo? Infelizmente, pude constatar de maneira muito concreta que essa consciência - o deitar a cabeça no travesseiro no fim do dia e dormir tranquilo, não por ter mudado o mundo, mas por ter plena certeza de que fez a sua parte, de haver colocado mais um pequenino tijolo de esperança num mundo áspero e amargo - é coisa para poucos. Bem menos do que eu imaginava. Eu e a minha inocência...
Fiz o que fiz, o que sonhei, o que desejei a vida inteira. Às custas de dificuldade, aperto tanto financeiro quanto emocional. Enfrentei um mundo diferente, cheio de pessoas desconhecidas, sozinha, longe de casa, mas sabendo que eu estava exatamente onde eu queria estar. Infelizmente fui fraca, tive que retroceder, mas no fim, como sempre julgamos saber mais do que temos capacidade, concluí que as mazelas foram necessárias: algo que me fez parar e reavaliar metas, valores e o sentido que eu estava enxergando na vida. Hoje, 3 anos e pouco depois, começo a colher os frutos dessa avalanche emocional que me tornou mais forte e (um pouquinho só) mais ponderada. Moral da história: tudo é como tem que ser. Mas não basta esperar acontecer. Tem que fazer a parte cabe a cada um. E se tudo der em nada, esse vazio tem algo precioso a ensinar. E a gente amadurece mais um pouquinho...
Enfim, lembrei que faz meses que quero postar o Juramento de Hipócrates - o famoso juramento que os graduandos na área de saúde fazem durante suas colações de grau - e acabei achando outras coisas interessantes. Como esse post já está bem extenso, fico aqui, por hoje, com um trechinho que encontrei na descrição de uma das comunidades do Orkut:
"Um dia todos nós vamos para a solidão de um túmulo.
Uma criança de um dia de vida já é suficientemente velha para morrer.
A morte é a derrota da medicina.
Todavia, apesar das limitações da ciência, devemos usar todas as nossas habilidades não apenas para prolongar a vida, mas para fazer dessa breve existência uma experiência inesquecível.
Os médicos devem ser pessoas de rara sensibilidade, artesãos das emoções, profissionais capazes de enxergar as angústias, as ansiedades e as lágrimas por trás dos sintomas.
Caso contrário, tratarão de órgãos e não de seres humanos.
Acima de tudo, os médicos, bem como todo profissional que cuida da saúde humana, devem ser vendedores de sonhos.
Pois, se conseguirmos fazer nossos pacientes sonharem ainda que seja com mais um dia de vida ou com uma nova maneira de ver suas perdas, teremos encontrado um tesouro que reis não conquistaram..."
Augusto Cury, do livro "Futuro da Humanidade"
OBS.: Continuo depois com o Juramento referido, e um protesto sobre um ser polêmico.
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